Os primeiros vestígios da participação feminina na sociedade brasileira foi em 1928, quando Alzira Soriano foi eleita prefeita em uma pequena cidade do Rio Grande do Norte, mas não completou mandato. A mulher foi conquistando espaço a partir de atitudes que conseguiram intervir no patriarcalismo imposto e trazê-la à maior participação em processos eleitorais, educacionais, econômicos e sociais. Porém, até os dias de hoje sofrem conseqüências do prevalecimento da mentalidade machista.
Ideologias que pregam que 'o homem dá a palavra final' e que 'o papel da mulher é cuidar dos filhos' não se aplicam mais. Entretanto, a partir do momento em que a mulher passou a ser um ponto essencial na formação familiar, muitos homens movidos por um sentimento de rebaixamento, passaram a achar que têm o direito de se impor e reverter a situação, resultando na mulher menosprezada, ignorada e muitas vezes agredida no âmbito familiar.
Em 2006, foi sancionada a Lei Maria da Penha que pune todo e qualquer tipo de agressão contra a mulher no setor familiar ou doméstico. Criada com o objetivo de proteger os direitos da mulher, possibilitando a prisão dos agressores, Maria da Penha Maia Fernandes só tomou coragem de denunciar o marido após duas tentativas de homicídio.
Resultante do modo de criação que os pais impuseram sobre a criança, muitos homens amadurecem com pensamento de que a força física sobressai qualquer tipo de desavença. Ao contrário do que algumas pesquisas indicam, nem todo agressor é nascido em família simples e não possuiu algum tipo de instrução durante a adolescência. Exemplos famosos como dos atores Kadu Moliterno, Dado Dolabella, Thiago Rodrigues ou Mel Gibson, provam que a vontade de agressão não vem da classe social e sim da mentalidade patriarcal predominante na sociedade.
Não são viáveis tais comportamentos vindos de indivíduos de uma sociedade que, pela primeira vez na história do nosso país, escolheram uma mulher como presidente!
A Lei Maria da Penha é a voz de muitas mulheres que exigem um basta neste machismo exacerbado, e procuram de uma nova maneira mostrar que as mulheres também fazem a diferença.
A violência, pra mim (e acredito que para grande parte da população), é algo que não se explica em qualquer atitude. Mesmo quando nos referimos a violência como resposta de uma agressão verbal.
ResponderExcluirJá não consigo enxergar a violência como algo positivo e, quando falamos de violência a mulher, isso se torna mais incompreensível ainda.
A mulher sempre esteve em um lugar abaixo do homem. E, quando a violência se consuma, essa diferença atenua-se. É como se a mulher se tornasse um objeto para o homem descontar suas "pulsões emocionais".
Claro que existem muitas mulheres que provocam, que geram situações e que procuram, em atitudes agressivas e provocantes, chamar a atenção do homem. Mas, não se pode resolver um problema com a agressão física. Pois ela, com seu caráter primitivo, rebaixa o homem a qualidade de selvagem.
Como já disse, nesses casos a mulher passa a ser vista pelo homem como um objeto. E o homem procura machucá-la para se sentir bem, para inibi-la de fazer alguma coisa que o irrita. Mas quem se diferencia nesse caso é o homem, pois é ele quem passa a ser menos humano e mais animal. E, por isso, quem se rebaixa neste caso é somente ele.